review spfw inverno 2007

acabou mais um fashion week, e o que pude concluir do evento é que ele realmente precisa ser repensado. já venho falando isso há algum tempo, e agora também foi comfirmado pela erika palomino. pra começar, o prédio da bienal é muito, muito grande. precisa de muita gente pra enchê-lo. como a moda perdeu aquela “aura glamurosa” para o público em geral, exatamente aqueles que lotavam a bienal e os lounges, tudo ficou um pouco deserto. depois de tantas novelas focando no assunto, o mundo da moda virou algo comum, fazendo com que muita gente já nem vá à bienal (lembro de anos em que pessoas ficavam pedindo convites pelos corredores, o que já não aconteçe faz muito tempo). agora só vão as pessoas que trabalham nessa indústria (jornalistas, produtores/ stylists, fotógrafos, compradores, …) e a bienal acabou ficando grande demais para esse público. tanto que os defiles que aconteceram no mam ou fora acabaram sendo muito mais bacanas pelo clima intimista e proximidade das roupas – o que é essencial para quem trabalha com isso. podia se pensar em um ambiente menor para fazer todos desfiles (já que é inviável em são paulo fazer cade desfile em um lugar diferente) que não tenha os custos monstruosos da bienal (montagem, climatização, staff…). esse dinheiro bem que poderia ser gasto incentivando os estilistas, especialmente os novos que sofrem muito com a transição hot spot/ spfw, ou até aqueles que estão aumentando suas produções e/ou exportando suas coleções.

outra coisa, é a estória do imc e da idade mínima das modelos. entendo que 13 anos não é idade para se trabalhar, mas por outro lado, muitas meninas ficaram de fora do fashion week. olhando agora os defiles, são sempre os mesmos rostos. achei bacana o caso da solande wilvert que (pasmem!) tem 14 anos e pode desfilar com uma liminar (na foto, com look de gloria coelho). ela já é uma modelo experiente e sua participação no spfw foi importante. acho a solução do fashion rio mais adequada, que permite as menores de 16 desfilarem se estiverem estudando. já o drama do imc é mais complicado. a daiane conderato (foto, de cabelão) tem um imc muito baixo, o que não significa que ela não come, mas sim que é (bem) magra por natureza. esse indíce só prova que a pessoa é magra, mas não se está doente. isso realmente precisa ser repensado.

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